domingo, 9 de março de 2014

Os Meios de Massa e o Paradigma da Educação Tradicional

Os meios de comunicação em massa ( impressos, radio e TV) têm algo em comum com a Educação tradicional, tanto os meios de massa quanto a Educação tradicional transmitem informações, conhecimentos, sem que  haja participação do receptor, ou seja, o receptor é um indivíduo passivo. Mas o advento das tecnologias digitais veio para mudar essa prática de transmissão e modificar a Pedagogia da transmissão para uma Pedagogia de participação, de reflexão. Um artigo publicado pelo SENAC enfatiza que: "as tecnologias digitais são campo de possibilidades para ação do usuário." Esse artigo também faz referência a cibercultura, dizendo que: "Ciberespaço e cibercultura significam rompimento paradigmático com o reinado da mídia de massa baseada na transmissão. Enquanto essa efetua a distribuição para o receptor massificado, o ciberespaço, fundado na codificação digital, permite ao indivíduo teleintrainterante a comunicação personalizada, operativa e colaborativa em rede hipertextual. Nesse novo contexto sociotécnico, o site não deve ser assistido, e sim manipulado, pois pressupõe imersão e participação-intervenção do indivíduo - experiência incomum na mídia de massa."

O artigo completo está disponível em: http://www.senac.br/BTS/332/artigo-7.pdf
        

Adorno, filósofo crítico a cultura de massa



O filósofo, sociólogo, crítico musical e literário Theodor W. Adorno adepto a Escola de Frankfurt, foi considerado um crítico a indústria cultural pois como diz "imposta de cima para baixo, visando integrar seus consumidores". Ele afirmava que toda a cultura de massa é idêntica pois quem controla dedica-se a elaboração rigorosa de uma linguagem destinada à produção de efeitos fáceis e assimilação imediata de seus espectadores. Adorno concluiu nos seus inscritos que a indústria cultural transformou a cultura em objeto capitalista. O conceito de indústria cultural consiste na produção de produtos culturais com a intenção de adaptar e integrar os consumidores ao funcionamento da ordem social vigente, sendo determinado de forma antecipada e bem planejada. Então quanto mais desenvolvemos a capacidade crítica menor será nossa capacidade de alienação.

Fonte: Revista mente, cérebro e Filosofia nº7 




                                         
www.filosofiahoje.com

quinta-feira, 6 de março de 2014

Reflexões sobre a relação da mídia de massa e a pedagogia por transmissão

A Pedagogia por transmissão dificulta a capacidade de reflexão e análise crítica dos fatos e dessa forma fica mais fácil ser "contaminado" pelo mecanismo midiático do sistema televisivo além de outros meios de comunicação. Dessa forma pode contribuir para a estagnação e regressão das pessoas.
É fundamental que o processo de ensino aprendizagem dos alunos seja através de atividades que exigem a capacidade de pensar, exigindo que o conhecimento seja aprofundado. Quanto maior é desenvolvido essa habilidade menor será a alienação. Vivemos numa época onde prevalece a banalidade e a superficialidade, por isso a importância de termos uma educação eficaz a fim de contribuir para a evolução da sociedade.


substantivocomum.blogspot.com


   
questoessociologicas.blogspot.com 
                                                 

PROFESSORES QUE SUPERARAM A PEDAGOGIA DA TRANSMISSÃO USANDO A IMAGINAÇÃO

Em São Paulo o professor de língua portuguesa Júlio César Sbarrais faz da sala de aula um palco, ele se transforma no palhaço Tinin. Desse modo suas aulas são bem divertidas e diferente das aulas tradicionais.



                                               revistaeducacao.uol.com.br




Em Goias o professor Sérgio Gomes de Miranda usa o violão para dar aulas de língua portuguesa. Ele diz que: "o diferente aqui é o caminho para conseguir chegar ao mesmo objetivo, que é o aprendizado" essa é a explicação que ele dá para o uso do violão em suas aulas.




                                               



                                                 g1.globo.com


Também em Goias o Colégio Estadual Vandy de Castro Carneiro usa a interdisciplinaridade para tornar o ensino mais atraente e combater a evasão escolar. Esse colégio foi uma das 216 instituições a ganhar o Prêmio Escola 2013. Além do professor, os alunos também usam o violão em sala de aula.

                                             www.noticiasdegoias.go.gov.br

Em Minas Gerais o professor de Biologia Ricardo Capetinga interpreta personagens diferentes em suas aulas. Em uma de suas aulas ele interpretou uma mulher grávida, nessa aula ele falou sobre placenta.

                                                   www.ufmg.br


quarta-feira, 5 de março de 2014

Mídias que são usadas como ferramentas a favor da educação em sala de aula

Estamos na era da tecnologia e as escolas podem e devem utilizar esses recursos para tornar as aulas mais atrativas e ao mesmo tempo proporcionar aos alunos uma pedagogia diferente da tradicional, mais dinâmica e interativa, onde os alunos têm participação direta nas aulas.
Vejamos algumas imagens do uso de tecnologias em sala de aula.





                                          www.gazetadopovo.com.br





                                                                              tecnologias-aula.blogspot.com
                                                                                             



                                                                                      www.eidh.eu



                                                                            artigosdehistoria.wordpress.com





                                                                                 acritica.uol.com.br



Uma professora de Rondônia usa a tecnologia para estimular o aprendizados dos alunos. Ela utiliza o blog para interagir com os alunos. O blog é sobre temas que ela trabalha em sala de aula.




                                                                        portaldoprofessor.mec.gov.br



                                                        







Rousseau e Paulo Freire: cruzamento de idéias


O filósofo Jean Jacques Rousseau (1712-1778) foi um dos destaques do Iluminismo e do Contratualismo, onde trouxe grande influência até os dias atuais no campo educacional com suas idéias. A sua proposta pedagógica na época era vista como contraditória aos princípios  educativos da igreja onde as crianças não eram educadas com liberdade. A transmissão dos conhecimento era inquestionável. Alguns de seus  pensamentos convergem com a teoria do educador Paulo Freire. Ambos mostram a educação como ato de liberdade no plano material e social . Na obra Emílio escrita por Rousseau é destacado conjunto de princípios utilizados nas ações pedagógicas, já nas obras de Paulo Freire é retratada experiências de práticas pedagógicas progressistas e democráticas. Na visão de Rousseau  a educação é vista como uma liberdade bem orientada e dirigida pela observação do comportamento da criança, vista como como sujeito no processo de ensino aprendizagem. Ele declara que os objetivos da educação têm dois aspectos: o desenvolvimento das potencialidades naturais da criança e seu afastamento dos males do mundo. Além disso, a educação é visto como método natural onde parte das indagações das crianças a fim de alcançar o desenvolvimento pleno dos aspectos: físicos, intelectual, emocional e social. Já Paulo Freire destaca que não importa a faixa etária que se destina o processo de ensino aprendizagem, o comprometimento do educador deve ser respaldado pela compreensão que " o espaço pedagógico é um texto para ser constantemente lido, interpretado, escrito e reescrito."Os ideais de Paulo Freire sofre influencias com as idéias propostas por Rousseau quando relata suas experiências com a alfabetização de cidadãos de camadas populares.
Rousseau destaca as desigualdade entre os homens onde enquanto uns mandam outros obedecem. Paulo Freire utiliza o conceito de dominantes e dominados, segundo as condições sociais , discriminando quem manda e quem deve obedecer.  Paulo Freire destaca que para educadores éticos e comprometidos é estabelecido uma resistência para superar a dominação vista nas classes sociais sugerindo como prática a leitura do mundo precedida pela leitura da palavra. Então percebo que nas duas visões existe o objetivo de mostrar que a educação cria possibilidades para o indivíduo se libertar da opressão e exercer seu papel de cidadão, sendo o agente principal.

Fonte: Revista Conhecimento prático -Filosofia


Fonte: oespiritualismoocidental.blogspot.com
Fonte:  www.portalgl.blogspot.com




Modelo de ensino na concepção do filósofo John Dewey



Segundo a visão do filósofo norte -americano John Dewey (1859-1952) , é atribuído o ensino tradicional a falta de paciência intelectual dos adultos, pouco habilitados ao exercício investigativo. Se a criança receber estímulos desde cedo, exercitando sua inteligência reflexiva e coletiva , quando adultos terão maior capacidade de construir consensos mais democráticos. Atualmente a sociedade está sujeita ao alto consumo e a falta de tempo, deixando de lado a defesa do bem comum e da busca do diálogo,onde é produzido valores e regras antidemocráticas, previlegiando um determinado ponto de vista. A habilidade de desenvolver a crítica e reflexão é fundamental a fim de não deixarmos de ser "contaminados" por informações  que não agregam valores positivos para o ser humano. É muito mais fácil dominar uma população sem essas características.
O modelo novo de educação escolar proposto por John Dewey foi de tornar esse processo com ênfase na liberdade , interesse e diálogo. Ele acreditava que na medida que formasse sujeitos mais críticos e habituados ao debate, teríamos uma sociedade mais disposta a resolver seus problemas a base de diálogos e não a base da violência além de aumentarmos o crescimento a base moral. A capacidade de reflexão torna a resolução dos problemas mais eficaz.

 Fonte: Revista Mente, Cérebro e Filosofia 


                                             

Fonte: http://pt.slideshare.net/luciamessias/john-dewey-1859-1952

segunda-feira, 3 de março de 2014

Pedagogia da Transmissão

A pedagogia da transmissão ou bancária  ficou obsoleta, mas ainda tem instituições de ensino que utilizam desse modelo de pedagogia. Vejamos algumas tirinhas que criticam esse modelo:



                                                          Fonte: sextaconstrutiva.blogspot.com





                                           Fonte:aviagemdosargonautas.net





                                           Fonte:melgrosscartoons.wordpress.com      

domingo, 2 de março de 2014

Paulo Freire

O filósofo e educador Paulo Freire em 1968 escreveu um livro que ficou conhecido mundialmente cujo título é Pedagogia do Oprimido. Nesse livro Paulo Freire propõe uma pedagogia onde haja interação entre professor, aluno e sociedade. Essa proposta é uma nova visão da Educação, onde os alunos são vistos como seres únicos, pensantes e sujeitos ativos no seu processo de ensino aprendizagem. Essa obra é uma negação à educação bancária ou a qualquer outro tipo de pensamento que conceba o aluno como um ser depositário. Paulo Freire segue uma lógica em todos os seus livros, em uma entrevista à Forma & Conteúdo Paulo confirma seu pensamento e coerência quando diz: "Eu concordo que haja um aprofundamento radical de posições a partir de Pedagogia do Oprimido, porém acho que há um certo caminho que venho trilhando desde o começo. Há uma certa coerência como, por exemplo, um certo gosto e uma certa amorosidade pela liberdade; um indiscutível respeito às diferenças; um profundo respeito à identidade cultural do educando e à cultura popular. Esses pontos me acompanham e motivam desde o começo. Um outro ponto sempre presente é o papel criador que eu defendo e exijo por parte do educando, e não apenas por parte do educador, o que vale dizer uma compreensão crítica e o entendimento de que o ato de ensinar e o ato de aprender fazem parte, como momentos dinâmicos e contraditórios do próprio processo de conhecer. Outro ponto que também me acompanha o tempo todo é a importância que eu atribuo à somatória das experiências individuais e sociais que o educando tem, e em que se constitui o seu saber de senso comum, que para mim é o ponto de partida da prática educativa numa dimensão libertadora."







Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia_do_Oprimido
            acervo.paulofreire.org